21.4.11

Bem-te-vi

Um pássaro voou para mim, mostrou como é ser livre, trouxe esperança. Lembra de mim?, ele disse. Então voou para longe.
Eu lembrei dele, o pássaro que morava em mim, aqui no meu coração e no meu pulmão e sei lá mais aonde.
Senti suas asas batendo dentro do meu peito, seu canto ressoando no meu pensamento. Eu era hóspede de suas penas negras. Senti saudade do pássaro, um outro, que saiu pela minha garganta, pelos meus olhos, pelos meus poros, e se pôs a voar sem mim, migrando entorpecido para o sul, ou aonde quer que seja o destino dos sentimentos sentidos.

Um comentário:

  1. Muito obrigado pela visista!
    Bem, seu texto me fez refletir, lí ele pelo menos unas 6 vezes, e cada vez tive um modo de pensar diferente...

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